Defesa Civil alerta: uso de sirenes em comunidades pode salvar vidas

Com a chegada do período de chuvas, é importante ter atenção aos alertas emitidos e instruções das autoridades.

Niterói – A Secretaria Municipal de Defesa Civil e Geotecnia é a responsável pelo sistema de alertas e alarmes por sirenes em Niterói desde 2016, quando o serviço foi municipalizado. Com a chegada do período de chuvas mais intensas, a secretaria reforça a importância de como agir da forma correta com os alarmes emitidos pode salvar vidas e evitar muitas tragédias. Em 2020, o sistema de sirenes teve uma ampliação de quase 16% no seu total, saindo de 32 para 37.

O secretário municipal de Defesa Civil, Walace Medeiros, ressalta que saber como agir nessas situações é importante.

“Estamos entrando no período de chuvas fortes e precisamos destacar que as sirenes salvam vidas. O sistema de alerta por meio de sirenes é acionado de acordo com um protocolo específico, referente ao volume de chuvas imediato e acumulado, sob o monitoramento ininterrupto da seção de meteorologia da Secretaria. Quando as sirenes são acionadas, as pessoas que residem em áreas de risco devem se dirigir para os pontos de apoio pelas rotas seguras previamente sinalizadas em suas comunidades. Os voluntários dos Núcleos Comunitários da Defesa Civil (Nudecs) orientam e dão apoio”, destacou o secretário.

A Secretaria conta com aparelhos que permitem o monitoramento em tempo real do volume de chuva que incide em cada região, possibilitando a tomada de ações de avaliação de risco e de eventuais evacuações de área. Em julho de 2018, Niterói se tornou a primeira cidade da Região Metropolitana do Estado do Rio de Janeiro, além da capital, a possuir rede pluviométrica autônoma, operada 100% pela Defesa Civil Municipal.

O sistema de alerta e alarme por sirenes foi municipalizado em setembro de 2016, quando o Governo do Estado anunciou que não poderia arcar com a manutenção dos equipamentos. Em nenhum momento o serviço deixou de funcionar na cidade e, atualmente, Niterói conta com 37 sirenes de alerta em 32 localidades, além de 46 pluviômetros automáticos (30 da secretaria e 10 do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), que cobrem toda a área do município, com prioridade nas áreas de maior risco, onde estão localizadas as sirenes.

“É importante lembrar que o Centro de Monitoramento e Operações da Defesa Civil de Niterói funciona durante 24 horas. Ao escutar a sirene do sistema de alerta, os moradores devem se dirigir aos locais determinados pela Defesa Civil”, alerta o secretário.

A Secretaria de Defesa Civil conta ainda com envio de SMS com mais de 60 mil telefones cadastrados para receber mensagens de alerta. Niterói tem, atualmente, 114 Nudecs e mais de 2 mil voluntários atuando em diferentes pontos da cidade.

Localização das sirenes – Alarico de Souza (Zulu), Bairro de Fátima, Beltrão, Biquinha, Boa Vista, Bonfim, Coronel Leôncio, Grota, Iara, Igrejinha, José Leomil, Maceió, Martins Torres, Morro da Penha, Morro do Bumba, Morro do Castro, Morro do Cavalão, Morro do Estado, Morro do Palácio, Pé Pequeno, Peixe Galo/Salinas, Preventório, Retiro Saudoso, Santa Bárbara, São José, Teixeira de Freitas e Viradouro. As novas foram instaladas no Caramujo (2), no Caniçal (1 – atrás da Citroën), no Boa Esperança (1) e em Jurujuba (1).

A Defesa Civil de Niterói conta com plantão 24h de monitoramento meteorológico, com envio detalhado de informações sobre a previsão do tempo. Para receber as mensagens de SMS, os moradores da cidade devem enviar um SMS para 40199 com o seu CEP. O cadastro é gratuito. Para acessar o aplicativo Alerta DCNIT, o morador deve acessar sua loja de aplicativos e selecionar o programa. Em caso de emergência, a população deve ligar para o 199 ou 2620-0199.

Estágios – A Defesa Civil trabalha com quatro estágios operacionais: Vigilância (normal), Atenção, Alerta e Alerta Máximo, que se referem às condições meteorológicas. Cada estágio possui medidas e protocolos que devem ser adotados pela Defesa Civil, órgãos públicos e pela população que vão do monitoramento até a evacuação de pessoas em áreas de risco.

Matéria: O Dia